quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Uma homenagem do 9º EF II ao Barifaldi, por Felipe Barbosa

Soneto de um Barifaldi

Comecei por aqui desde criança
Hoje, adolescente, terminando
Em toda aula, sempre estudando
Cada bimestre, uma esperança.

Ah, com amigos fiz uma aliança
Sempre com minha turma, eu falando
E com meus professores, conversando
Em meus amigos tenho confiança.

Ano que vem, trocaremos de escola
E enfrentar as provas com braveza
Ainda não sei minha vocação.

Ah! Um pássaro fora da gaiola
Sairei com uma única certeza
Sei que esta escola tem coração.

Uma homenagem do 9º EF II ao Barifaldi, por Ester Chiu

A minha vida na Barifaldi

Numa bela manhã, entrei na sala
E observei a sala com amor
Conheci o meu lindo professor
E procurei os livros na mochila

E vi os meninos jogando bola
Eles estavam orrendo de calor
E eu torcendo também com calor
Depois do jogo fomos para lá

Depois de cinco anos, me acostumei
Com tudo que eu tinha ao meu lado
Professores, colegas e amigos

Conversei, abracei, amei e gostei
Desses tempos pra cá, tinha brincado
Percebi que isso é valioso.

Uma homenagem do 9º EF II ao Barifaldi, por David Young Jun Shin

Último ano

Eu sou quieto na classe, disso eu sei.
Madrugada, difícil de acordar.
Nas aulas de informática, brincar.
Experiências eu lhe contarei.

Barifaldi, eu declaro que o amei.
No recreio, não gosto de jogar.
Eu quero a hora de voltar ao lar.
E lembranças, saudades sentirei.

Também admiro casas e castelos.
Quando em aulas, eu só presto atenção
Não necessito da ajdua da cola.

E gosto das obras de Donatello.
Não sei por que, lembrei de caminhão.
Sim, a minha vida é assim na escola.

Uma homenagem do 9º EF II ao Barifaldi, por Tatiana Namura Machado

Meus 4 anos de Barifaldi

Quando cheguei, amigos eu lá fiz
E aos poucos, eu fui acostumando
Meus amigos cresceram como bando
Também cresci, em cada fim de giz.

Sentirei muita falta, quero bis
Meu melhor ano já vai acabando
Terei que ir, farei isso chorando
Não quero isso hoje, nunca quis

Os melhores amigos dessa vida
Eu sentirei saudades de vocês
Aproveitarei todas as segundas.

Sem vocês, ficarei muito perdida
Não me vejo sem todos por um mês
Por anos ,então, que triste o mundo.

Uma homenagem do 9º EF II ao Barifaldi, por Luiz Kühl

Soneto

Toda seis e meia na sala estou
Veja, olhe só que aluno exemplar
Sentindo o cheiro de roupa a passar
A empregada me prejudicou.

Lá vem o Dodô que sempre ficou
Depois vem o Dja sempre a somar
Ah, não vejo a hora de descansar
O Reginaldo não me anotou.

Estou esperando há um tempão
O Barifaldi está muito normal
O Barifaldi está animal.

A comer um pedaço de pão
Pois a Nádia está legal
Tudo está bem, bem normal.

Uma homenagem do 9º EF II ao Barifaldi, por Bianca Eun Ji Chung

A minha vida no Barifaldi

O Barifaldi, para mim, é mar
Porque as coisas rápidas passam
Como o mar das ondas que dançam
Que a minha memória vai lembrar.

Aqui na escola aprendi a criar
Exemplo o soneto que tira
Todas as palvras que se rimam
Que preciso repetir e treinar

Horário das provas é beleza
Mas isso para os professores
Esse horário é cansativo

Horários das provas é tristeza
Mas é isso que ajuda a gente
Para o nosso futuro lindo.

Uma homenagem do 9º EF II ao Barifaldi, por David Kong

Sonteto

O Barifaldi é como minha casa
Eu sempre durmo na minha salinha
Como eu sempre durmo na caminha
Eu sempre abro o livro na mesa

Alegria é o livro na mesa
Tristeza é o livro na malinha
O livro me contagia na casinha
Alergia é o Dodô na lousa.

Os professores são inteligentes
E os alunos são os queridinhos
Mas quando o Dodô pega a pasta

Os alunos bagunçam raramente
Mas os alunos são engraçadinhos
Depois, o Dodô pega a caneta.

Uma homenagem do 9º EF II ao Barifaldi, por Filipe Conrado

Soneto

Na minha vida de estudante
Todos os dias acordo bem cedo
Não aguento mais como está sendo
Acho que vou mudar para o ...

No Barifaldi, sempre estudante
Minhas notas estão sempre caindo
Meu professor é sempre tão querido
Vou sair da escola aos vinte

Sempre estou tentando melhorar
Nesta escola que sempre amei
Saudade deixarei no coração

Sempre preciso muito descansar
Com meus amigos sempre estarei
Com muito amor e dedicação.

Uma homenagem do 9º EF II ao Barifaldi, porJin Song Lucas Kong

A minha vida no Barifaldi

Me emocionei bastante neste lar
Há professores que nos ensinam
Ética que explica sobre a ação
Toda vez que eu passar, quero abraçar

Matéria na classe, frio sem ar
O ruim é que eu tenho muita lição
E arruinava minha diversão
É muito difícil este lugar.

O Barifaldi pode ser pequeno
Mas tem tudo que um aluno necessita
Barifaldi, eu cresci e o adorei.

Aqui você pode ficar até o nono
Está sempre aberto para visita
Quando eu o encontrar, eu o abraçarei.

Uma homenagem do 9º EF II ao Barifaldi, por Lucas Kim

Soneto Barifaldiano

Grande parte da minha vidinha
Foi nessa ... com muitos ...
Havia provas quase todo o mês
Sempre a nota era vermelhinha

Porém havia uma aula ...
Com quase três filmes a cada mês
Sim, a grande aula de Português
Dada por Douglas, o marombinha

O ano já está acabando
E para você, meu irmão
Com um Caveira nos saudemos

Obrigado, Douglas, o marmanjo
Obrigado, caras, um abração
Tchau, Barifaldi, um dia nos vemos.

domingo, 20 de maio de 2012

Querida infância

por Léo Morimoto

          Finalmente, cheguei a casa após um dia muito cansativo e doloroso. Eu estava fadigado, meio chateado; resolvi que a melhor solução seria um bom banho quente e demorado.
         Depois do banho, senti-me meio sonolento, afinal, nada é melhor que um delicioso banho quentinho num dia de frio.
         Logo me troquei. Peguei meu cobertor favorito e me deitei no grande sofá de minha casa. Fiquei pensando por alguns minutos. Logo veio-me à cabeça de que aquele dia era sexta-feira. Dormi pensando nisso.
          Depois de muito tempo, acordei. O céu já estava escuro e por curiosidade olhei as horas no meu celular. Tomei um grande susto. Estava marcando 2h da madrugada! Como eu estava sem um pingo de sono, liguei a televisão e coloquei em um canal a que assistia quando era criança. Parecia que eu tinha voltado no tempo. Vi uma porção de desenho animados que não via há anos: Looney Tunes, Mickey Mouse, Doug Fannie... Eu tinha saído da realiade. Estava preso a meu passado, lembrando da minha doce infância, de quando acordava cedo só para assistir a desenhos, de quando eu ficava triste por ter perdido um único episódio, ou como eu ficava emocionado pensando como era ser cada uma das personagens. Uma lágrima saiu do meu olho, descendo delicadamente sobre meu rosto. Eu só pensava como pude deixá-la escapar de mim, qual o motivo de eu ter que crescer, deixando para trás minha bela e doce Infância?!
          Quando os primeiros raios solares atravessaram a cortina, voltei à realidade. Olhei novamente meu celular. Marcava 6h em ponto. Desliguei a tv. Voltei a dormir.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Experiência com o texto teatral - 8º EF II

A história do funk carioca
Leonardo Morimoto e Cleber Ju
Joãozinho (caminhando no Morro do Cantagalo) - Eae, Pedrinho, bora brincar lá na pracinha?
Pedrinho - Lógico, tio, só vou pegar meu toca fita lá em casa.
J - Toca-fita? Que parada é essa, irmão?
P - Relaxa, irmão, te mostro lá na pracinha.
J - Suave, então, te vejo lá depois.
P - (vinte minutos depois) Ei, Joãozinho, cola aqui, vou te mostrar a parada.
J - Opa, Pedrinho, então é isso aí? Que isso faz, velho?
P - Mano, isso aqui toca música, tio!!! Vou colocar um pagode pra gente ouvir aí.
J - Cara, acho que já vi um desses lá em Copacabana, como tu arranjou isso, tio?
P - Ah, mano, meu irmão tem uns esquemas aí com uns mano. Mas eaí, ta curtindo o som?
J - (dançando) Pedrinho, essa parada é zica memo, tio!!!
P - (sorrindo) - Aaaah, cara, sabia que ia gostar, ah, quer saber, pode ficar pra você, eu tenho que almoçar, depois nóis brinca mais.
J - Cê tá brincando, irmão?
P - Pega logo aí, irmão, seu aniversário foi semana passada e eu não te dei nada... Pega logo!
J - Cara, cê é meu parceiro mesmo, brigadão!!!
P - Tá suave, minha mãe também nem quer isso em casa, vive reclamando de barulho e tals... Mas falou!!
J- Vai lá em casa depois do almoço!
P- Beleza!
J - (falando consigo mesmo) Que animal!! O Pedrinho me deu o toca-fita, nunca vou parar de ouvir.
(De repente, o toca-fita cai e pifa) Tum, tum, tum, tum, tum...
J (gritando) Poooh, que vacilo, o bagulho pifou!! E agora? Vou tentar desligar. Consegui! Agora é só levar pra casa e ver se consigo consertar.
J (chegando a casa) - Agora eu vou ligar e tentar consertar...
(O mesmo som do toca-fita quebrado) tum, tum, tum, tum,tum...
J - Ah, que saco, esse som de novo!! Tá, tá, tá... concentra, João... (pausa) Mas até que ficou legal o barulho, eu vou tentar formar um ritmo! Então, vamos lá: tum, tá, tá, tum, dum, tá, cara, que zica, preciso mostrar pro Pedrinho!
Mãe - (entra no quarto) Filho, que barulho é esse? Pode parar e venha comer!
J - Calma, mãe, é só meu novo toca-disco.
Mãe - (enfurecida) E onde você arranjou isso? Você não tem dinheiro!! Aaah, moleque, você não roubou isso, né?
J - Lógico que não!! O Pedrinho que me deu de presente de aniversário!
Mãe - Tá bom, larga aí e venha comer.
J - Tá bom, mãe, já tô indo...
P - (depois do almoço) Eae, Pedrinho, e o toca-fita? Tá usando muito?
J - É, cara, tenho uma notícia ruim e uma boa.
P - Então, conta a má logo!
J - A má notícia é que o toca-fita caiu no chão e pifou... Mas a boa é que eu consegui formar um novo ritmo!
P - Ah, então me mostra aí.
J - Saca só, cara, tum, tá, tá, tum, dum, tá...
P - Cara, ficou irado, irmão, mas tá meio seco ainda, bora criar uma letra e gravar!!! Depois se o Rodrigo gostar a gente pode fazer sucesso!!
J - Rodrigo, quem é esse cara?
P - Ele trabalha lá na rádio FM do Rio.
J - Firmeza! Boa ideia, vou pegar o gravador de som do meu pai, aí, a gente grava e vai mostrar pra esse tal Rodrigo.
P - Fechou, pega lá então!
J - Espera um pouco, vou lá pegar.
J - ( tá aqui, Pedro, vamos improvisar uma letra e o ritmo)
P - Beleza, tô começando a achar que foi uma boa você ter pifado o toca-fita, deu uma ideia pra gente!
J - Vamos lá (Pedrinho e Joãozinho cantando) tum, tá, tá, tum, dum, tá... Esse é o novo ritmo tum, tá, criado por nós, tum, tá, tá, tá, tum, McJoãozinho e McPedrinho, tum, tá...
J - Cara! Ficou show!
P - Ficou mesmo, cê gravou tudo aí?
J - Tudinho.
P - E de onde você tirou esse Mc?
J - Meu amigo me mostrou na escola um tal de McHummer, aí eu achei que combinava.
P - E deu certo, ficou maneiro.
J - Quando que vamos falar com o Rodrigo?
P - Vamos amanhã no prédio da Rádio onde ele trabalha, vamos às 12h30 que é o horário de almoço dele.
J - Fechou, dorme aqui, aproveita que amanhã é sábado.
P - Beleza!
P - (no dia seguinte, 11h30) Acorda aí, João, senão a gente perde o ônibus!
J - (bocejando) Ah, cara, já tô levantando, onde que fica?
P - É lá na Barra, a gente tem que correr!!
J - Então, se veste aí pra nóis chegar a tempo, mano!
P - Já é, bora lá no ponto, e nãop esquece o gravador pra mostrar!
J - (chegando à Rádio) E agora? Onde ele está?
P - Ele costuma almoçar na barraquinha (pausa) Í, olha ali ele!
J e P - (gritando) Rodrigo, ô Rodrigo! A gente quer que você ouça esta música aqui que a gente fez.
Rodrigo - (escutando) Até que é bom, Pedrinho, nada mal mesmo, vocês que fizeram mesmo?
P - Sim, nóis dois, e a gente quer saber se você pode pôr pra tocar na Rádio.
Rodrigo - Ih, sei não, vou tentar, me dá a fita que eu vou ver o que consigo.
P - Beleza, Rô, brigadão.
Rodrigo - Nada, espero que as pessoas também gostem, fiquem esperando aqui fora.
P - Ok, vamos tá aqui esperando.
J - (uma hora depois) Quando que ele sai do trabalho, Pedrinho? Já estou cansadão... (pausa) Ih, Pedro, tá tocando nossa música no rádio daquele cara! O Rodrigo conseguiu, ah moleque!
P - Beeem, ele conseguiu! Agora é só esperar ele sair do trabalho.
Rodrigo ( depois de três horas, sai do trabalho) Garotos, tenho uma notícia boa. A música fez a audiência chegar ao topo! Mas meu chefe ficou bravo do mesmo jeito, agora é só esperar o telefonema de seu novo empresário.
P e J (pulando de alegria) Empresário? A gente vai ter um empresário? Caracas, vamos ficar ricos, ah moleque! (pausa) Mas não criamos ainda o nome da música e nem o tipo.
R - Já cuidei disso, mostrei pra um gringo do meu trabalho e ele sugeriu FUNK, ele disse que lá nos Estados Unidos tem um tipo de música parecido, e o nome da música é Novo Estilo de McJoãozinho e McPedrinho.
P e J - Graças a você, Rodrigo, vamos ficar famosos!
(E foi assim que o funk carioca foi criado)

Experiência com o texto teatral - 8º EF II

A morte trágica
Arão Kim e Debora Kim

Mateus - (ao telefone) - Oi, Vítor, há quanto tempo, amigo! Quer sair comigo amanhã? Cinema! (pausa) Tem um filme legal.
Vítor - Quanto tempo, Mateus! (pausa) É lógico que eu quero sair! Amanhã, em que horário?
Mateus - Ótimo! (pausa) Vamos nos encontrar às duas horas da tarde.
Vítor - Está bem! Até mais, amigão. (desliga o telefone)
(No outro dia)
Matues - (liga) Vítor, estou esperando você aqui na porta do cinema.
Vítor - Está bem. Já estou chegando.
Mateus - Está bem (desliga o telefone)
Vítor - (entrando) Mateus! É você? (pausa) nossa, como você mudou!
Mateus - Vítor! Que bom ver você!
(Depois do filme)
Mateus - Nossa! O filme estava legal!
Vítor - Adorei!
(No metrô)
Vítor - Mateus! Hoje foi um dia incrível com você!
Mateus - Que bom que gostou. Mas acho que não podemos nos encontrar mais.
Vítor - Por quê? Aconteceu algo?
Mateus - Não. Mas irá acontecer, mas não comigo.
Vítor - Então com quem?
Mateus - (empurra Vítor nos trilhos) Com você!
(Horas se passam)
Pedro - Muito bem, Mateus! Quanto você quer? Eu lhe darei fortunas pela morte de seu amiguinho.
Mateus - Dê-me tudo que você tiver!
Pedro - Se é assim, está bem!
Mateus - Mas, me conte, qual era o motivo de você querer o Vítor morto?
Pedro - Bom, é o seguinte. O pai dele era meu grande amigo. Um dia, encontrei uma linda garota. Comecei a amá-la com todo meu coração. Certo dia, na escola, eu a vi com o pai de Vítor, abraçados. Após dois anos, soube que ela havia ficado grávida dele. A criança era o Vítor. Vinguei-me no filho a raiva pelos pais.
Mateus - Você quis a morte do menino só por esse motivo?
Pedro - É. Mas esqueçamos disso. Aqui está o dinheiro.
Mateus - (contando) Ok!
(No dia seguinte)
Pedro - (na Internet) - Essa não!
Mateus - (entrando) O que aconteceu? Como nós fomos descobertos?
Pedro - Desculpe-me, não esperava que acontecesse uma coisa destas.
Policial - (entrando) - É a polícia. Vocês estão presos por assassinar um garoto no metrô!

Experiência com o texto teatral - 8º EF II

A invasão dos comedores de fast-food
por Vinício e João

Era uma noite de verão quando uma nave espacial caiu do céu em uma fazenda com vários ETs. Eles eram comedores de fast-food.
ETs - Meu amigo fazendeiro, você poderia me informar onde tem fast-food por aqui?
Fazendeiro - Tem vários restaurantes por aqui. Eles ficam a 10 km daqui.
ETs - Muito obrigado pela informação (Eles pegaram suas naves e foram à cidade). Muito bom, meus amigos, agora é só ir a algum restaurante e pedir.
ETs - Garçom, vocês vendem lanches?
Atendente - O que vocês vaõ querer? Hoje temos uma promoção: leve dois hambúrgueres e ganhe outro inteiramente grátis.
ETs - Nós queremos cinco porções dessa. Qual o valor?
Atendente - Completa?
ETs - Sim.
Atendente - Mil reais. Como vai pagar?
ETs - Em dinheiro.
Atendente - Pronto: seis lanches, seis refrigerantes, seis batatas fritas e seis tortas de maçã.
ETs - Vamos voltar para casa. (Eles entraram na nave e foram embora).
Rei dos ETs - Como se saíram na Terra?
ETs - Fomos bem, mas muitos ficaram com medo, deu tudo certo. A comida tem bastante gordura e sal.
Rei dos ETs - Vamos todos à Terra, mas não como ETs. Devemos nos camuflar de humanos, usem esta tecnologia aqui. Vamos pôr estas máscaras para nos parecer com eles.
(Depois de dez dias, todos os ETs vieram à Terra para ir ao Mcdonalds).
Atendente - O que vocês todos querem?
ETs (com camuflagem de humanos) - Nós queremos 300 hambúrgueres.
Atendente - Vai demorar uma hora.
ETs - Está bem.
Atendente - Vai dar ao todo cinco milhões. Como vão pagar?
ETs - Com cartão.
Atendente - Pronto. Está aqui.
(Depois de todos voltarem para casa, passados cinco meses, muitos morreram, consumiram gordura e sal em excesso!)


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Vídeos da Apresentação do Balé

Vídeos da apresentação do Balé do dia 03/12.


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Saguão



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Avião decolando


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Rio de Janeiro dos Anos 50 e 60


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Jardim Botânico


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Favelas


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Praia de Ipanema


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Floresta da Tijuca


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Cena final


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domingo, 20 de novembro de 2011

Escrever para não praticar. Situações hipotéticas. (Gabriel Lee)

História de bullying
Estudei em uma escola em que havia quarenta alunos por sala. Estava no 5º EF I. Era meu primeiro dia. Havia muita expectativa.
Nesta sala, havia um aluno de nome Andy. Ele realmente era popular. Tirava dez em todas as matérias. Fiquei sabendo de sua fama já nos primeiros minutos. Quis ser seu amigo.
No intervalo, fiquei a observá-lo. Ele veio para perto de mim e disse:
- Tá me encarando, moleque? Saia do meu caminho!
Disse que não sairia de onde estava, afinal, ele era o dono da escola? Todos se assustaram. Ele esbravejou:
- Ora, seu peste!
Começou a golpear-me violentamente. Comecei a sangrar. Corri ao banheiro para me lavar. Enquanto me refazia, um aluno chamado Júlio aproximou-se e falou:
- Você é o aluno que acabou de ser surrado pelo Andy, né?
Respondi que sim. Aproveitei e perguntei sobre o valentão, mas antes da resposta o sinal bateu. Acabara o recreio.
No outro dia, já havia acabado a primeira aula, e o Andy ainda não havia aparecido. Senti um enorme alívio. Chamaram-me à secretaria. Quando cheguei, vi o Andy lá dentro a conversar com a diretora. Ela estava muito brava com ele, pois havia visto a cena de agressão através das câmeras espalhadas pelo pátio. Puniu-o com duas semanas de suspensão. Ao passar por mim, ele prometeu-me alguma vingança. Não deu para ouvir.
Passadas as duas semanas, Andy voltou. Meu medo cresceu assustadoramente. Quando ele chegou perto de mim, encolhi-me; mas para minha surpresa, ele veio pedir desculpas. Eu aceitei rapidamente.
Todos ficaram admirados. E eu fiquei feliz.

Escrever para não praticar. Situações hipotéticas. (Anna Ribeiro)

Meus sofrimentos e eu
Dia 09 de setembro, meu aniversário, era noite. Estava me arrumando para sair com minhas amigas. Completava 13 anos.
Meu pai fora buscá-las, ao me ver, disseram que eu estava gorda com aquela roupa. Fiquei muito triste, quando perceberam, pediram-me desculpas.
Depois desse fato, comecei a me sentir realmente gorda. Os meninos colaboraram dizendo que eu estava fora do peso: uma baleia, um dentuça, ou seja, a própria Mônica. Meu sobrenome também era motivo de piadas.
Pedro Henrique, esse é o nome do malvado, disse que eu era a baleia orca, que eu era burra, feia, chata, brava e muitas outras coisas. Cheguei a casa e chorei o tempo todo. Minha mãe mal havia entrado em casa, contei-lhe tudo. Mamãe confirmou que eu estava gorda. Quanta sinceridade!
No dia seguinte, fui à casa de Célia, minha vizinha. Relatei-lhe todo o episódio. Ela prontificou-se a encontrar um bom psicólogo para mim e uma nutricionista. Pedi-lhe segredo.
Nas consultas com os profissionais, achei-os excelentes. Apesar deles, continuava a sofrer bullying na escola.
Em casa, descontei toda minha frustração na comida. Senti-me péssima. Usei o dedo para vomitar tudo. Tal prática virou rotina na minha vida: comida e dedo na garganta.
Os profissionais, através de medicamentos, tiraram a bulimia de mim. E, melhor de tudo, emagreci 7 quilos. Sinto-me bem melhor.

Escrever para não praticar. Situações hipotéticas. (Willian Li)

O bullying que eu sofro
Estava no começo do ano. Transferiram-me para uma nova escola. No primeiro dia, todos perguntavam o meu nome. Isso me agradou. Já no segundo dia, as coisas mudaram um pouco: começaram a falar mal de mim. Recebi alguns apelidos: quatro olhos, magricela, tartaruga etc. Fiquei muito triste. Quis contar para minha mãe, porém o trabalho dela tomava muito do seu tempo.
No terceiro dia de aula, bateram-me bastante dentro do banheiro. Durante a aula de Português, ficaram jogando ponta de lápis na minha cabeça. Na saída, levei mais uma surra deles. Que dia!
Permanentemente, tinha um olho roxo. O ritual era o mesmo: surra, ponta de lápis, surra... As férias de meio de ano se aproximavam. No primeiro dia de férias, nossa, que felicidade. Somente nessa data que pude contar tudo que me acontecia à minha mãe. Na hora, ela pegou o telefone e ligou para o diretor da escola. Ele prometeu castigar a garotada quando eles voltassem.
Assim que voltamos a estudar em agosto, o grupo que fazia bullying comigo foi realmente castigado pelo diretor. Isso de nada adiantou. Os malvados continuaram a me bater. Como despedida das torturas, jogaram-me na privada.
Resolvi sair de lá e procurar ajuda em uma delegacia de polícia. O delegado disse que tomaria providências. Não esperei para ver o que aconteceu com eles. Pedi para minha mãe transferir-me de colégio. Isso sim deu bom resultado. Não sofro mais bullying.

Escrever para não praticar. Situações hipotéticas. (Giulia Ferreira)

Bullying
Ao chegar à escola, já sofria bullying. Chamavam-me de nojenta e de fedida.
Assim que ouvia os insultos, ligava para meus pais, a fim de ouvir alguma palavra de consolo e estímulo. Mesmo recebendo o suporte deles, era difícil encarar a situação.
Esperava o professor entrar em sala, pedia autorização para ir ao banheiro e, lógico, ia chorar escondida. Aquela parte do banheiro já era minha velha companheira de lágrimas.
Quando retornei do banheiro, percebi que os alunos começaram a rir de mim; a risada aumentava à medida que eu passava por entre as carteiras. Olhei para baixo e descobri que um pedaço de papel higiênico havia se grudado na sola do meu tênis. Pronto, mais um apelido recebi: menina do papel higiênico. Sentei-me. Sentia meu estômago se contorcendo de tanto sofrimento que eu engolia.
Bateu o sinal do recreio. Bem, era o momento de me refugiar. Sempre sozinha. Nada de amigas ou amigos. Eu era o que eles diziam em inglês: 4ever alone!
Passados alguns dias, uma menina foi transferida de escola. Ela estava na mesma série que eu estudava. Coincidentemente, ficou na minha sala. Ela era negra. Havia se transferido para nossa escola, porque lá era vítima de bullying. Não demorou muito para ela perceber que a transferência de nada adiantou. A dor nos uniu. Estabelecemos uma grande amizade.
O chefe dos meninos que nos perturbavam era um gordinho. De tanta coisa errada que ele praticou, acabou sendo convidado a se retirar de nossa escola. Mas antes de ele ir, deixou-me mais um formoso apelido: maria sangrenta. Por quê? Porque meu dente começou a sangrar em plena aula. Afinal, tudo era motivo para que ele me desse apelidos.
Nossa vida, a da minha amiga e a minha, era insuportável. Ambas pedimos para sair da escola. Queríamos estudar em casa com professores particulares. Não era a melhor solução, mas pelo menos, dava-nos paz.

sábado, 19 de novembro de 2011

Escrever para não praticar. Situações hipotéticas. (Beatriz)

O bullying
Quando eu chegava à escola, meu olho já começava a lacrimejar. Não era aquela coisa nos esportes, nem estava por dentro daquelas coisas de moleques. Lá estava eu, um jovem de doze anos, magrelo, com uns óculos todos ajeitados e livros na mão contando o dinheiro do almoço. Chegaram os populares que jogavam futebol. Eram todos, você sabe, a minha dor começava.
Eles falaram coisas horríveis para mim. Acredite, isso era a parte menos sofrida. Depois, chegavam os típicos valentões, tiraram-me o dinheiro do almoço e enfiaram a minha cabeça no vaso. Depois, bateram a minha mão no espelho. Com o meu sangue, escreveram a palavra lesado.
Quando chegava a casa, a minha mãe, que era um sem noção, ficava a dar ordens ao mordomo, passava cremes para pele, reclamava de tudo. Meu pai estava viajando pelo mundo. Eu era filho único.
Era só eu, meus curativos e meus livros. Um tremendo nerd.
Quase entrei em uma depressão daquelas. Afinal, sofria todo o dia. Mas como mostrar a eles que a atitudes que tinham estava errada? Com o pensamento firme, resolvi não me abater. Serei o que eu quiser ser.
O bullying me fortaleceu. Formei-me em psicologia. Minha fama é internacional. Um de meus dizeres é: quando enfiarem sua cabeça no vaso, quando quebrarem sua mão, quando o xingarem de coisas horríveis! Fortaleça-se! Sempre siga em frente!

Escrever para não praticar. Situações hipotéticas. (Leonardo Kim)

Bullying
Estava no meu quarto chorando, porque todos os dias eu sofria na escola. Isso se chama bullying.
Hoje estava entrando na escola quando vi que o grupinho que me chateava todo dia estava na porta de entrada. O sinal tocou, estava entrando, quando o grupinho me pegou. Eles me levaram ao banheiro e disseram:
- Hoje você vai se afogar.
Eles colocaram a minha cabeça dentro da privada e fiquei ali por 89 segundos. Após o que desmaiei. Recuperei os sentidos cinco minutos depois. Ao dar por mim, estava na rua e completamente nu. Corri até a escola para ver se o portão estava aberto, mas não. Fechado. As pessoas na rua ficavam olhando minha nudez. Deu-me muita raiva e vergonha.
Um funcionário me viu. Colocou-me para dentro e deu-me roupas do colégio.
No intervalo, o grupinho me viu. Disse-lhes:
- Vocês nunca pararão? Só falta quererem me cortar ao meio.
O líder do bando falou entre dentes:
- Até que não é uma ideia tão má assim!
O malvado ordenou que me pegassem e me dessem um cuecão. Assim foi feito. Puseram-me amarrado em uma árvore. Fui salvo novamente por um funcionário da escola.
Na hora do almoço, cortaram meu cabelo. Fiquei praticamente careca. Escreveram na minha testa "Me dê um cuecão!" Ordenaram-me ficar andando pelos corredores. Todos que me viam, óbvio, davam-me um cuecão. Eu devia xingar os funcionários, caso contrário, mais sofrimentos seriam postos sobre meu corpo. Xinguei. Ganhei como recompensa minhocas vivas em minha cueca. Novamente, fui colocado na privada. Desta vez, elas estavam sujas. Na sala, todos riram de mim.
Se eu voltar à escola amanhã, certamente, serei humilhado novamente.

Escrever para não praticar. Situações hipotéticas. (Nathalia Trindade)

Um dia tudo vai passar
Mais um dia na escola Solar. Minhas amigas e eu chegamos. Não passou muito tempo, apareceu a valentona Fernanda; e com ela, os xingamentos: barangas, pobretonas e ridículas. Ela me dava nojo!
Naquele dia, quando cheguei a casa, subi até a laje e comecei a chorar. Fiquei pensando. Cheguei à conclusão de que tudo que ela dizia era verdade. Queria mudar de escola, mas mamãe não deixava, afinal, como era excelente aluna, tinha bolsa de estudo; será que em outro estabelecimento também poderia obter tal auxílio?
Minhas amigas não davam importância àquilo. Elas tinham mais dinheiro.
Outro dia, outras torturas. Fernando além de nos surrar, enfiou-nos nas privadas. Só pudemos sair com o auxílio da faxineira.
Depois desse dia, passei a mutilar-me. Dava socos em mim mesma. Não queria mais semelhante vida. Todos caçoando de mim só porque não tinha dinheiro. Não aguentava aquela tristeza em que me encontrava e não havia esperança em mim de que tudo passaria.
No fim do ano, escrevi um diário. Meus pais o leram e quiseram me ajudar; não aceitei a ajuda. Fiquei imune às provocações e aos xingamentos de Fernanda. Contudo carregava muita dor e ódio dentro do coração.
Cheguei à escola e encontrei um grupo dizendo que Fernanda se mudaria para o Alasca. Na hora, fiquei feliz. Porém surpreendentemente descobri que a valentona também era vítima de bullying. No dia de sua despedida, disse-lhe que a perdoava. Ela foi embora feliz. Eu fiquei com a sensação de que um dia tudo ia passar.

Escrever para não praticar. Situações hipotéticas. (Ana Leme)

Folhas soltas de um diário.
Querido diário,
Hoje, dia 7/4/2007, a escola foi péssima - como nunca tinha sido. As provocações, os xingamentos e, ai, como posso dizer isto: espancamento... Não aguento mais isso. Por sofrer tais agressões, tive de ir ao psicólogo. O psicólogo bem que tenta, mas não consigo dizer o que sofro na escola para ele. Contar para meus pais? Nunca! Nem pensar. Por quê? Oras... eles iam querer conversar com os agressores e... pronto... minha vida iria piorar. Se é que isso é possível!
Pensei que hoje fosse ser um dia tranquilo, porque o líder do grupo preconceituoso faltou, não tinha sentido elas me xingarem, afinal, para elas, ser negra, significa inferior.
No recreio, a infeliz chegou, caraca! Não demorou e... comecei a sofrer bullying. Chamavam-me de macaca. Não dei atenção. Resolveram esquentar as ameaças, dizendo que me espancariam.
Não consegui mais me concentrar nas aulas. Bolinhas de papel eram jogadas em meu cabelo. De repente, vibrou meu celu. Era uma mensagem delas: "Me aguarde após a aula, vc vai ver do q sou capaz!"
Gelei de tanto medo. Será que eu devia enfrentá-la?
Acabada a aula, fui me refugiar na sala da diretora. Esperava que elas desistissem do plano. Eles resistiram. Ficaram de tocaia. Tentei me esgueirar pelos corredores. Elas me viram. Levaram-me ao banheiro.
-Macaca, você vai sofrer!
Meu Deus! Como escapar? Levei um soco. Meu nariz começou a sangrar. Depois mais e mais socos e pontapés.
Estou escrevendo em você, querido diário, aqui do hospital. Juntarei forças para mudar minha vida.

Escrever para não praticar. Situações hipotéticas. (Ana Caroline)

Minhas mágoas
Era meu primeiro dia de aula na nova escola. Estava muito feliz, porque iria ter novos amigos e divertir-me bastante. Ao colocar meu pé, direito, claro, na sala, os alunos olharam-me de um modo que me deu arrepios. Algumas meninas diziam:
- Ela pensa que ainda está dormindo. Vejam como é lerda!
Outas falavam:
- Olhem essa menina, meu Deus!
Na minha inocência, pensei que aquilo fosse uma espécie de brincadeira de boas-vindas. Fui me sentar e, ao me aproximar da carteira, um gorda falou:
- Não ligue, elas são assim mesmo!
Quem me acolheu bem tornou-se minha primeira amiga.
Não demorou e o sinal para o intervalo tocou. Fiquei perto de um grupo de meninas sentadas e via que no outro grupinho uma menina cochichava no ouvido das outras e todas olhavam rindo para mim. Saí dali e fui para longe do olhar delas. Aproximou-se de mim um menino que me xingava de feia, chata e lesada. Só restava-me chorar muito. Bastou isso para ganhar outro charmoso apelido: chorona. Queria ver se elas sentissem a mesma dor que estava afligindo meu coração. Corri ao banheiro. Uma coordenadora ao me ver, disse:
- Ei espere...
Entrei no banheiro e fiquei escondida com minha dor profunda. Pensei em fugir daquele lugar de horrores. O que seria de mim nos próximos dias, semanas e meses?
Voltei à sala. Os meninos e meninas prometeram uma surra no final do período. A garota gorda ficou do meu lado e disse que me protegeria na saída. Ela também tinha um plano de vingança: reunir os que sofriam bullying a fim de ir ao mercado comprar farinha e tomate. Animei-me. Mas... não deu certo. Na saída, apanhei tanto que fui parar no hospital. Eles haviam machucado meu baço.
Dia terrível para mim!

Escrever para não praticar. Situações hipotéticas. (Richard Alonso)

Too much soffering
Eu estava na casa de meu amigo que vestia roupas rasgadas e também sofria bullying na escola. Quando eu menos esperava, veio a primeira agressão sobre ele. Pensei "nossa! aqui há sofrimento!" Colocaram brasa na mão dele e deixaram-na lá por uns cinco minutos. Cruzes!!!
No dia seguinte, na escola, vários meninos levaram-no e jogaram-no ao chão.
De volta à casa dele, o pai ainda bateu muito nele pela nota 5.3 obtida em Português.
Novamente, na escola, mais torturas - poxa! isso não é vida - ele foi posto de cabeça na lata de lixo. Tentava amenizar sua dor, dando uma ajudazinha na Educação Física. Ele era sempre o último a ser escolhido - isso porque o professor ameaçava o grupo a escolhê-lo. Na hora da saída, pegaram todos os materiais dele e jogaram-no no lixo. Os cadernos ficaram melecados de iogurte, havia um semi-tomado no saco do latão. Não bastando, quando ele foi descer a escada, levou um enorme empurrão.
Na casa dele, eu estava junto, quando viram aquela situação calamitosa, apanhou mais ainda com um grosso cinto de couro. Houve rodada de tapas também. Não bastando, colocaram o rapaz para lavar toda a louça suja do dia; lavar os banheiros.
Ele me disse que naquela noite iria fugir para a casa dos avós maternos. Estou sempre dando apoio a meu pobre amigo sofredor!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Escrever para não praticar. Situações hipotéticas. (Rebecca Chung)

Meu sofrimento
Eu estava na escola quando um menino chamado Arthur chegou a mim e me chamou de girafa. Fiquei muito abalada e fui direto ao banheiro chorar. Chorei muito. Para mim, meu dia estava acabado.
Na hora de ir embora, estava com minha amiga chamada Aline. Ainda estava triste quando o Arthur me viu e veio pisotear meu coração. Ele se virou para mim e disse que eu era uma vadia. Pronto. Meu mundo estava destroçado. O que fazer? Queria desaparecer!
Cheguei a casa e fiquei me perguntando o porquê de eu ser tão alta? Questionei-me muito. Após esse fato, não conseguia mais ser a mesma. Sentia-me mal. Queria desesperadamente ter um corpo menor. Queria ser baixa.
Dias depois, indaguei minha mãe sobre o fato de ser assim tão alta. Mamãe explicou-me que cada um nasce com determinadas características físicas. Assim, somos diferentes uns dos outros. As observações dela fizeram-me refletir sobre tal fato. Já pensou que monótono uma padronização de seres humanos?! Bem, eu sou alta e é assim que será. Quem quiser, que goste de mim.
Novamente, na escola, ouvi o desagradável apelido: girafa. Respirei fundo e superei-o. Afinal, as altas têm um charme em maior quantidade!

Escrever para não praticar. Situações hipotéticas. (Denise Yeou)

O bullying que eu sofri
Quando eu tinha onze anos, sofria muito. Todo o mundo me chamava de gorda ou de baleia, só porque eu era um pouquinho fortinha. Ouvia também mimosos apelidos como pati ou patricinha, só porque era um tanto vaidosa.
Na escola, todos os meninos mais velhos ficavam me azucrinando.
Quando eu me olhava no espelho, a cada dia que passava, via-me realmente mais gorda e, consequentemente, infeliz. A humilhação só crescia. Deprimia-me muito.
Para emagrecer, recorri ao método mais barato: dedo na garganta.
Certo dia, partilhei com minhas amigas meus métodos: pouca comida e muito vômito. Elas ficaram horrorizadas. Forçaram-me a comer. Apesar de minha resistência, sabia que tal atitude era para meu bem. Contudo eu não almoçava e muito menos jantava. Passava todo o dia com um restrito café da manhã. Disseram que eu estava bulímica. Avisaram-me que eu podia não ter volta deste perigoso regime.
Todo encontro com elas era uma guerra: comer ou não comer eis a questão. Elas ameaçaram-me abandonar caso insistisse em radical prática.
Eu estava morrendo aos poucos.
Entre o bullying dos meninos e os conselhos de minhas parceiras, fiquei com elas. Antes viva do que morta. Afinal, sou mais eu.

Escrever para não praticar. Situações hipotéticas. (Giulia Casulli)

Sofria bullying na escola
Um dia, um grupo de cinco meninas começou a fazer bullying comigo, porque eu era nerd. Elas ficavam falando que eu era estudiosa, que eu era feia, que... que...
Eu não falava nada para minha mãe, porque tinha medo de que ela falasse com a diretora e essas meninas começassem a me bater; só que foi preciso. Mamãe teve a tal conversa com a diretora e, como havia imaginado, elas vieram me bater após uma semana.
Todo dia, elas me batiam. Colocavam-me no lixo. Entupiam a privada com minha cabeça. Ao chegar a casa, corria para chorar sozinha no quarto.
Houve um dia que cheguei cheia de machucados. Tive de inventar para minha mãe que havia caído de bicicleta.
No dia seguinte, fui tentar me defender com o caderno, só que não adiantou, elas ficaram com mais raiva e começaram a jogar a minha própria comida em mim. Depois, fiquei algumas horas trancada dentro do armário.
Certa vez, elas me bateram tanto que a minha mãe não acreditou que fosse novo tombo de bicicleta. Tive de contar toda a verdade. Indignada, mamãe foi falar novamente com a direção da escola.
A diretora tomou uma atitude definitiva: expulsou as malvadas do convívio de nossa escola. Eu, enfim, estava salva e feliz para estudar em paz.

Escrever para não praticar. Situações hipotéticas. (Priscila Jim)

Bullying
Uma menina chamada Priscila, que sou eu, sofria bullying porque era gorda.
Na escola, todo o mundo me perturbava. Eu já cheguei a querer sumir. Comecei a vomitar, pensando que ia emagrecer. Ficar linda. Ninguém me chateando. Cada dia vomitava mais. Certa vez, tomei coragem e contei tudo a minhas amigas. Elas ficaram muito tristes comigo Na minha ilusão, tudo daria certo, porque realmente perdi alguns quilos. Porém alguns malvados continuavam a me ridicularizar. Voltei a vomitar mais ainda, contudo, desta vez, nada disse a minhas queridas amigas.
Na escola, minhas protetoras forçavam-e a comer. Eu não queria. Era uma luta. Elas disseram que se eu não comesse, contariam tudo para meus pais. Sei que se eles soubessem, ficariam desapontados comigo. Deixei de vomitar, porém não deixaram de me perturbar!

Escrever para não praticar. Situações hipotéticas. (Isadora Mello)

Bullying
Bullying, isso era algo que sofria todos os dias na escola. Tinha 11 anos. Meu nome é Fernanda. Acho que sofria isso porque uso óculos, tenho um dente torto e era meio gorda.
De manhã, ia à escola. Sou muito aplicada nos estudos. As pessoas que fazem bullying comigo, não. Isso também deve ser outro motivo, pois, na aula de redação; escrevia textos muito interessantes e tirava, na maioria das vezes, a nota máxima. Quando contava isso para minha melhor amiga, ela ficava alegre. Só que ela contara para o garoto de que gostava e, ele, contou para os meninos que mexiam comigo. Bastou um relato para que eles viessem me provocar.
- E aí, sua nerd! Beleza, quatro olhos?
Eu oferecia a mesma resposta "Vão embora!"
Felizmente, na mesma hora o sinal tocou e o recreio tinha acabado. Entrei na sala e pedi à professora para ir ao banheiro; ela autorizou. Lá chorei e chorei. Ouvi um rangido na porta. Era a Samantha, minha melhor amiga:
- Fer, estão falando que você está com dor de barriga por causa de sua demora! - Eu retruquei:
- Até quando vou ter de aguentar isso? Vou ter de protestar contra o bullying na Av. Paulista com uma máscara do Bin Laden? - Ela respondeu:
- Não! Isso é muito arriscado. Você pode ser presa. Olha, você sofre com isso há três anos, se eu fosse você, contaria à diretora.
Depois de um tempo...
Já era o fim da aula. Como sugeriu minha amiga, iria contar à diretora. No caminho:
- E aí, gordona! Aonde você vai?
Pensei comigo mesma, "não tenho que aturar mais isso. Vou me proteger sozinha!"
- O que foi, girafa de quatro metros? - Disse em bom som.
Só ouvi lá no fundo uns alunos aplaudindo a minha fala desaforada. O resultado foi que me pegaram e me puseram com a cabeça enterrada na privada.
Cheguei a minha casa. Tranquei-me no quarto. Peguei meu estilete e comecei a me cortar. Depois de uns quinze cortes, enfiei o dedo na garganta e vomitei. Queria emagrecer. Peguei o aparelho de barbear e raspei minha cabeça. Pronto. Agora já tinha um bom motivo para faltar à aula. Não tinha de sofrer mais. Decidi me internar. Procurar ajuda para nunca mais sofrer.
Hoje estou no hospital. Tenho muitas cicatrizes. Minha roupa é um camisolão. Meu cabelo está curtinho. Apesar de tudo, sinto-me bem. Não tenho mais contato com os malvados alunos daquela escola.
O bullying realmente faz muito mal a quem é vítima dele.